segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quem precisa de telemóvel?

Queres ir?
Vai!

Vai andando que já vou lá ter contigo.
Segue sempre em frente pela rua do vizinho,
Depois encontras aquele sinal STOP que está virado ao contrário
E vais pela rua do vigário.
Andas uns 100 metros até à fonte da vila
E aí o melhor é perguntares o resto do caminho no café Reguila.

Perguntas ao senhor zé
Onde é.
Ele vai oferecer-te um copinho
Sim, de vinho.
Aceita, mas não bebas muito
Acompanha com queijo e presunto.
Joga uma cartada com os velhotes ou um dominó
E aprecia a rapidez da senhora Maria a fazer tricot.
Ah cuidado com o Manuel Joaquim, ele faz batota
Não é esse...!É aquele que tem uma mota.
Amarela.
Quando espreitares à janela
E vires o povo a vir da terra
Põe-te a caminho.

Ah, quando chegares manda-me um toque...

Até qualquer dia...

Não!
Não vás já embora...
Espera que te diga só mais uma vez
Como as tardes passadas contigo na praia
Eram mágicas para mim,
Como o teu sorriso invadia as manhas quentes de verão,
Comer o pão quente e o café com leite ao pequeno almoço...
Não...espera mais um pouco...!!
Acordar com os motores de rega e descer as escadas
E saber que estavas lá...
Que gostavas de me ouvir, de me ouvir sonhar.
Espera...!!!Estou a terminar...
Que és especial para mim
E que vou recordar aqueles poucos dias de verão,
Dias que esperava ansiosamente por ti, por vocês.
Estás aí...?
Onde estás...?
Para onde foste...?
Só queria dizer-te até qualquer dia...
Despedir-me de ti, não até ao próximo verão...
Até à próxima vida.
Adeus!

Then I close my eyes - David Gilmour

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