Se eu um dia chegar a entender o porquê da felicidade
e o porquê do amor
farei com que toda a gente o saiba
e irei partilhá-lo com o resto do mundo.
Levarei comigo os melhores poetas
imaginarei os melhores cenários.
Zela por mim, eu zelarei por ti.
sábado, 8 de março de 2014
sábado, 22 de junho de 2013
O último balancé
Voei entre as
amarras que me prendiam ao infinito da minha inocência
Sentado na madeira moldada pelas mãos de ouro
Que sabiam mais que o mundo.
Era o meu balancé, o melhor balancé já alguma vez feito.
Passava as minhas tardes a voar, para a frente e depois
para trás
E assim sucessivamente.
Apenas balançando num movimento repetitivo, não havia
nada em que pensar
Havia apenas que voar.
Depois desse não houve mais nenhum, a madeira do balancé
apodreceu com o tempo
E com ele surgiu o pensamento e amadureceu a essência do
meu ser.
Não me fizeste mais nenhum balancé.
Não porque não quisesses, mas porque não podias.
As mãos de ouro que moldaram a madeira, estavam agora sem
movimento.
No entanto, nunca perderam o brilho, a delicadeza e o
valor.
O último melhor balancé do mundo foi meu.
Obrigado avô.
sábado, 6 de abril de 2013
Assim
E assim, tal como tudo começou
Tudo vai permanecer na indiferença, que é a que mais destrói.
Da cegueira que me inundou e quase afogou
Ao desprezo que agora sinto.
A pequena chama que ardia em mim tímida mas furiosa
E que agora se apagou.
Serei mais um até ao infinito
Nesse teu universo obscuro de números
Que contas e guardas orgulhosamente na algibeira.
Serás tu e eu também
Felizes
Assim.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Longa história curta
Ele esperava incessantemente por uma paz interior que teimava em chegar
Quando finalmente atingiu o seu objectivo, percebeu que estava bem
Todas as horas seriam assim e prometeu a si mesmo ser feliz
As horas passaram, depois os dias, depois as semanas
Ao longo de todo esse tempo era como se fosse outra pessoa
Sentia que se tinha transformado em algo tão puro como ele mesmo
Tão verdadeiro e honesto como a própria vida
Soube lidar com a dor e com a guerra interior que ainda hoje o atormentam
Mas continuava a não entender o porquê
O porquê de se sentir bem quando achava que devia sentir-se mal.
domingo, 23 de dezembro de 2012
3x9
A minha inteligência que me persegue não me acompanha no caminho inverso ao que fiz até agora.
A minha visão do mundo está tão perversa como eu próprio sou todos os dias que me lembro.
Não há razão de ser para o que eu digo, para o que eu digo, para o que eu digo...
Há uma vontade de girar e ficar no mesmo sítio, assim como estou agora, a girar.
O mundo gira, eu também, com a excepção de que eu não viajo pela agradável escuridão que me ilumina de vez em quando.
Aceno ao longe, aceno ao desejo e à paixão e num golpe de etilismo faço-me à estrada.
Tomo o caminho que qualquer coisa deve tomar. A verdade tão nua que me dói só de pensar no seu oposto.
A verdade que me salvou, que me guiou, mata-me com um sopro tão simples como uma suave brisa de um temporal longínquo, daqueles de que se ouve falar mas que não nos dói mas que dá que pensar.
Um palavrão, dois palavrões...não mais. Foi isso o que a verdade me trouxe, num alívio dolorosamente dormente pelo sopro que me bateu.
Há um momento entre mim e uma qualquer coisa que me excita loucamente. Há um espaço que me impede de concretizar tudo o que o mundo me deve, há.
Não.
Não.
A minha visão do mundo está tão perversa como eu próprio sou todos os dias que me lembro.
Não há razão de ser para o que eu digo, para o que eu digo, para o que eu digo...
Há uma vontade de girar e ficar no mesmo sítio, assim como estou agora, a girar.
O mundo gira, eu também, com a excepção de que eu não viajo pela agradável escuridão que me ilumina de vez em quando.
Aceno ao longe, aceno ao desejo e à paixão e num golpe de etilismo faço-me à estrada.
Tomo o caminho que qualquer coisa deve tomar. A verdade tão nua que me dói só de pensar no seu oposto.
A verdade que me salvou, que me guiou, mata-me com um sopro tão simples como uma suave brisa de um temporal longínquo, daqueles de que se ouve falar mas que não nos dói mas que dá que pensar.
Um palavrão, dois palavrões...não mais. Foi isso o que a verdade me trouxe, num alívio dolorosamente dormente pelo sopro que me bateu.
Há um momento entre mim e uma qualquer coisa que me excita loucamente. Há um espaço que me impede de concretizar tudo o que o mundo me deve, há.
Não.
Não.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Até já...
Eu tive medo de recomeçar a escrever-te,
De ferir a tua felicidade e o teu conforto.
Decidi fazê-lo porque sim. Porque posso.
A cor dos meus sonhos voltou a ser a mesma que era
A cor de um sol nascente numa manhã fria de Inverno,
Que abraça a respiração que se vê.
Relembrei o azul frio de um olhar
Um azul tão inalcançável como sempre foi
Que me voltou impertinentemente a importunar.
A loucura é a razão e a razão é a mais puta,
Que não deixa viver, que sufoca até de madrugada
Ou até morrer.
Mas quero que seja mesmo assim.
Quero voltar a ter-te num sono profundo,
Um sono daqueles que acordamos de manhã...
E não estamos sozinhos.
De ferir a tua felicidade e o teu conforto.
Decidi fazê-lo porque sim. Porque posso.
A cor dos meus sonhos voltou a ser a mesma que era
A cor de um sol nascente numa manhã fria de Inverno,
Que abraça a respiração que se vê.
Relembrei o azul frio de um olhar
Um azul tão inalcançável como sempre foi
Que me voltou impertinentemente a importunar.
A loucura é a razão e a razão é a mais puta,
Que não deixa viver, que sufoca até de madrugada
Ou até morrer.
Mas quero que seja mesmo assim.
Quero voltar a ter-te num sono profundo,
Um sono daqueles que acordamos de manhã...
E não estamos sozinhos.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Limpar a Casa
Acho que vou começar a tirar as teias de aranha, varrer o chão, limpar o pó aqui do blog, tudo coisas que adoro fazer...
Nota: Não gosto de aranhas.
Nota:As aranhas fazem-me impressão.
Nota:Não é que tenha medo de aranhas, simplesmente se me puder não cruzar com nenhuma, melhor
Nota:Ok...........
Nota:Eu tenho medo de aranhas.
Nota: Não gosto de aranhas.
Nota:As aranhas fazem-me impressão.
Nota:Não é que tenha medo de aranhas, simplesmente se me puder não cruzar com nenhuma, melhor
Nota:Ok...........
Nota:Eu tenho medo de aranhas.
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