terça-feira, 26 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Estaleiro
O header do meu blogue foi ao estaleiro, isto porque costumo ir aqui e descobri que a Cristal, perdão...a Senhora Cristal (agora tenho que a tratar bem) tem um talento enorme para fazer uns desenhos pelos quais fiquei apaixonado.
Tudo feito à mão como manda o ofício e com direitos de autor reservados.
Cristal, se algum dia fizer dinheiro com o blogue ficas a saber que 0,00001% é para ti.
Muito Obrigado!
Tudo feito à mão como manda o ofício e com direitos de autor reservados.
Cristal, se algum dia fizer dinheiro com o blogue ficas a saber que 0,00001% é para ti.
Muito Obrigado!
O grão de areia #4
O grão de areia
O grão de areia #2
O grão de areia #3
-Sabes pequeno grão de areia, o mundo é feito de pequenos pormenores que passam despercebidos a quase toda a gente. Pormenores como eu e tu que isoladamente não têm importância nenhuma. Mas que se nos juntarmos a outros tantos pormenores como nós sem importância, fazemos o mundo girar, ou pelo menos, ajudamo-lo a girar.
Eu já fui mar, já fui rio, já fui chuva, já fui água de beber e agora sou lágrima e em breve não sei o que poderei ser.
-Vais embora? perguntou o grão de areia assustado.
-Eu não estou muito tempo no mesmo sítio, o meu futuro não sou eu quem o faz, o mundo manda em mim e eu digo ao mundo como ele é. Em breve o sol levar-me-á para o céu, onde viajarei pelo mundo inteiro, em forma de gota de água, de chuva.
-Vais deixar-me aqui sozinho?
-Se tivesses boca poderias beber-me e eu ficaria contigo durante uns tempos. Mas infelizmente não me podes guardar contigo, como te disse, só o mundo manda em mim.
O pequeno grão de areia ficou desolado, era a primeira vez que falava com alguma coisa e em breve essa coisa desapareceria, ficaria novamente sozinho a contar os dias incontáveis, numa tristeza profunda e num silêncio pesado.
A pequena lágrima estava cada vez mais pequena, o sol começava já a fazer o seu trabalho.
-O melhor será despedirmo-nos já, antes que eu desapareça por completo.
-Não podes levar-me contigo?
-Não tenho esse poder pequeno grão de areia, só o vento.
-Quando poderei ver-te novamente?
-Essa é uma pergunta que só o mundo saberá responder.
Finalmente, acabaram por se despedir e a lágrima acabou por desaparecer.
O grão de areia, permaneceu no mesmo sítio, sozinho.
Continua
O grão de areia #2
O grão de areia #3
-Sabes pequeno grão de areia, o mundo é feito de pequenos pormenores que passam despercebidos a quase toda a gente. Pormenores como eu e tu que isoladamente não têm importância nenhuma. Mas que se nos juntarmos a outros tantos pormenores como nós sem importância, fazemos o mundo girar, ou pelo menos, ajudamo-lo a girar.
Eu já fui mar, já fui rio, já fui chuva, já fui água de beber e agora sou lágrima e em breve não sei o que poderei ser.
-Vais embora? perguntou o grão de areia assustado.
-Eu não estou muito tempo no mesmo sítio, o meu futuro não sou eu quem o faz, o mundo manda em mim e eu digo ao mundo como ele é. Em breve o sol levar-me-á para o céu, onde viajarei pelo mundo inteiro, em forma de gota de água, de chuva.
-Vais deixar-me aqui sozinho?
-Se tivesses boca poderias beber-me e eu ficaria contigo durante uns tempos. Mas infelizmente não me podes guardar contigo, como te disse, só o mundo manda em mim.
O pequeno grão de areia ficou desolado, era a primeira vez que falava com alguma coisa e em breve essa coisa desapareceria, ficaria novamente sozinho a contar os dias incontáveis, numa tristeza profunda e num silêncio pesado.
A pequena lágrima estava cada vez mais pequena, o sol começava já a fazer o seu trabalho.
-O melhor será despedirmo-nos já, antes que eu desapareça por completo.
-Não podes levar-me contigo?
-Não tenho esse poder pequeno grão de areia, só o vento.
-Quando poderei ver-te novamente?
-Essa é uma pergunta que só o mundo saberá responder.
Finalmente, acabaram por se despedir e a lágrima acabou por desaparecer.
O grão de areia, permaneceu no mesmo sítio, sozinho.
Continua
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Mecânico VS Barman
É uma das grandes questões que continua a atormentar os meus dias.
Será mais vantajoso conhecer um mecânico que não nos aldrabe quando vamos com o carro ao estaleiro, ou um barman que nos vai dando umas borlas, que isto da crise não está para grandes consumos?
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Sorte: a definição
Poder festejar em Lisboa com uns amigos e poder festejar na Gafanha da Nazaré com outros amigos.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Escola Náutica
Foi a minha casa durante 5 anos e meio, com tudo o que isso implica, mas de qualquer forma sempre tive uma certa tristeza por esta escola não ser como as outras. As ideias que se têm sobre o que é e o que está associado a uma faculdade aqui não existem ou são muito ténues.
Primeiro, deve ser a escola em Portugal onde há mais pilas por metro quadrado e isto já melhorou muito desde que eu entrei, porque no início elas contavam-se mesmo pelos dedos das mãos e as que havia tinham mais barba que eu e a voz mais grossa, mas diga-se que isso também não é muito difícil.
Segundo, as festarolas que havia, tinham menos pessoas que uma loja da Yves Saint Laurent em saldos e terminavam sempre da mesma maneira, ou muito vómito, ou muito sexo desprotegido.
Terceiro, morar nos alojamentos é um privilégio, até porque é sempre bom sabermos como moram os favelados do Brasil, para darmos valor às coisas simples da vida e para que quando embarcarmos o impacto não seja tão cruel. À parte de todas as más condições, está a solidão interminável e depressiva dos fins de semana, em que toda a gente vai para casa, exceptuado o pessoal das ilhas e os pobretanas como eu.
Quarto, quando uma pessoa termina o curso não há todos aqueles processos ditos normais como sejam os familiares todos a virem da terrinha em catadupa, nem as celebrações com entrega de diplomas acompanhada de música lamecha e lágrimas no canto do olho. Não há trajes, nem emblemas todos catitas, nem fitas com recordações eternas escritas em palavras amáveis e nostálgicas.
Quinto, com um bocado de azar, ou de sorte, depois de todos estes anos de ouro, vai-se parar ao meio do mar juntamente com filipinos, russos, indianos, etc, num navio ferrugento e mal cheiroso com tudo o que isso tem de mágico.
A Escola Náutica é uma escola como tantas outras, mas não é para meninos e pelos vistos também não é para meninas.
Com tudo o que lhe esteve associada, esta etapa foi enriquecedora e apesar de agora não sentir isso, sei que as saudades vão bater.
"Ide mais além que puderdes"
Primeiro, deve ser a escola em Portugal onde há mais pilas por metro quadrado e isto já melhorou muito desde que eu entrei, porque no início elas contavam-se mesmo pelos dedos das mãos e as que havia tinham mais barba que eu e a voz mais grossa, mas diga-se que isso também não é muito difícil.
Segundo, as festarolas que havia, tinham menos pessoas que uma loja da Yves Saint Laurent em saldos e terminavam sempre da mesma maneira, ou muito vómito, ou muito sexo desprotegido.
Terceiro, morar nos alojamentos é um privilégio, até porque é sempre bom sabermos como moram os favelados do Brasil, para darmos valor às coisas simples da vida e para que quando embarcarmos o impacto não seja tão cruel. À parte de todas as más condições, está a solidão interminável e depressiva dos fins de semana, em que toda a gente vai para casa, exceptuado o pessoal das ilhas e os pobretanas como eu.
Quarto, quando uma pessoa termina o curso não há todos aqueles processos ditos normais como sejam os familiares todos a virem da terrinha em catadupa, nem as celebrações com entrega de diplomas acompanhada de música lamecha e lágrimas no canto do olho. Não há trajes, nem emblemas todos catitas, nem fitas com recordações eternas escritas em palavras amáveis e nostálgicas.
Quinto, com um bocado de azar, ou de sorte, depois de todos estes anos de ouro, vai-se parar ao meio do mar juntamente com filipinos, russos, indianos, etc, num navio ferrugento e mal cheiroso com tudo o que isso tem de mágico.
A Escola Náutica é uma escola como tantas outras, mas não é para meninos e pelos vistos também não é para meninas.
Com tudo o que lhe esteve associada, esta etapa foi enriquecedora e apesar de agora não sentir isso, sei que as saudades vão bater.
"Ide mais além que puderdes"
Amizade:a definição
Fazerem uma festa de arromba com papel higiénico, baldes de água, serpentinas, portas deslizantes, episódios de inconsciência e....cerveja e vinho, para comemorar o meu final de curso, sem eu estar presente e mesmo assim divertirem-se à brava.
Ah....a vida é bela!
Ah....a vida é bela!
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