quinta-feira, 22 de julho de 2010

O silêncio e o nada

O silêncio soa diferente na solidão,

Consegue ver-se o eco escuro que deambula

Como sombras assustadoras e móveis.

Gosto de apreciar o nada, o vazio.

Sentir que sou um privilegiado por presenciar o nada,

Fazer silêncio e sentir o silêncio.

Abraço a pouca luz que vejo,

Vejo-a como uma intrusa que me faz bem.

Ela é a sentinela das noites.

O nada conta-me histórias.

Imagino, recordo, penso, reflicto.

Sonharei abraçado pelo nada.

3 comentários:

  1. Temos poeta, portanto. Gosto do teu escrever. Estilo muito intimista e sereno.
    Voltarei, seguramente.

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  2. O`"nada" como utopia deu um belíssimo poema.
    Abracinho

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