Mais um ano que passou.
Fomentam-se novos objectivos,
Criam-se novas expectativas...
Mas...
Continuamos os mesmos,
Cumprimos a mesma rotina.
Já está traçada a nossa sina.
Nascem uns, morrem outros,
Corrigem-se defeitos,
Apuram-se qualidades,
Mudam-se opiniões.
Realizam-se novos feitos,
Aumentam as idades,
Fazem-se previsões.
Cometem-se erros,
Fazem-se descobertas,
Partem-se corações,
Fazem-se promessas.
Tanto que vamos fazer neste "novo" ano...
Mais um ano...
E para o ano, se "Deus quiser"...
Há outro.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Dilema de Natal
Vou contar o meu dilema de Natal.
Este Natal, gostava de acreditar,
Gostava de voltar a acreditar,
Não no Pai Natal,
Mas sim na suposta criança que nasceu.
A criança sem erro, sem mal,
Que durante anos me foi dada como certa
E que fazia com que a vida fosse uma porta aberta,
Uma viagem de paz e bondade para com os outros
E nós próprios.
Foi a educação que tive,
Que me foi dada,
Entregue.
Mas hoje tudo é diferente,
Já não sou aquele que segue,
Sou aquele que questiona...
Porque é que uma mãe abandona?
Porque é que um homem magoa?
Porque é que um barco não vem à tona?
Porque é que uma tempestade não amaina...?
São os desígnios de Deus?
É a força da natureza?
Não sei...!
Neste momento sinto-me tão sábio,
Como um grão de areia.
Por isso pergunto...
Com medo deste delicado assunto...
Vale a pena perguntar?
Este Natal, gostava de acreditar,
Gostava de voltar a acreditar,
Não no Pai Natal,
Mas sim na suposta criança que nasceu.
A criança sem erro, sem mal,
Que durante anos me foi dada como certa
E que fazia com que a vida fosse uma porta aberta,
Uma viagem de paz e bondade para com os outros
E nós próprios.
Foi a educação que tive,
Que me foi dada,
Entregue.
Mas hoje tudo é diferente,
Já não sou aquele que segue,
Sou aquele que questiona...
Porque é que uma mãe abandona?
Porque é que um homem magoa?
Porque é que um barco não vem à tona?
Porque é que uma tempestade não amaina...?
São os desígnios de Deus?
É a força da natureza?
Não sei...!
Neste momento sinto-me tão sábio,
Como um grão de areia.
Por isso pergunto...
Com medo deste delicado assunto...
Vale a pena perguntar?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Homem do Mar
Oh homem do mar incógnito,
Ninguém sabe quem tu és,
Mas todos falam de ti.
Eu já te conheci...
Sei quem tu és.
Não és feio,não és bonito,
És apenas mais um entre muitos.
As tuas mãos contam as tuas histórias
As aventuras, as memórias.
O teu olhar cintilante devolve-te ao mar,
As palavras que te saem da boca dizem:
"Esta é a minha vida,tenho que lá voltar".
Não querias uns livros na sacola, não podias,
Eras pobre.
Substituíste-os pelas noites frias,
Que gelam o aço o bronze e o cobre.
Não sabes fazer mais nada homem do mar.
Não sabes viver sem o sal, não consegues.
A vida, essa, já não a persegues.
Vais tentando sobrevive-la,
Com um sorriso e uma tonelada de fé.
Nem a onda mais forte te derruba,
Nem a corrente mais forte te desorienta
Nem o vento mais forte te afasta da rota.
É assim a tua vida Homem.
E por teres que lá voltar...
Vou admirar!
Vou chorar!
Vou acreditar!
Vou esperar...
Por ti,
Homem do mar.
Ninguém sabe quem tu és,
Mas todos falam de ti.
Eu já te conheci...
Sei quem tu és.
Não és feio,não és bonito,
És apenas mais um entre muitos.
As tuas mãos contam as tuas histórias
As aventuras, as memórias.
O teu olhar cintilante devolve-te ao mar,
As palavras que te saem da boca dizem:
"Esta é a minha vida,tenho que lá voltar".
Não querias uns livros na sacola, não podias,
Eras pobre.
Substituíste-os pelas noites frias,
Que gelam o aço o bronze e o cobre.
Não sabes fazer mais nada homem do mar.
Não sabes viver sem o sal, não consegues.
A vida, essa, já não a persegues.
Vais tentando sobrevive-la,
Com um sorriso e uma tonelada de fé.
Nem a onda mais forte te derruba,
Nem a corrente mais forte te desorienta
Nem o vento mais forte te afasta da rota.
É assim a tua vida Homem.
E por teres que lá voltar...
Vou admirar!
Vou chorar!
Vou acreditar!
Vou esperar...
Por ti,
Homem do mar.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Não foder e sair de cima
Já dizia a minha avózinha,
Não faças aos outros aquilo que não gostas que façam a ti.
E que razão ela tinha...
O contrário é igualmente verdade,
Gosto de fazer aos outros aquilo que gosto que façam por mim.
Fazê-lo honestamente e com seriedade.
Eu sinto-me bem com o bem dos outros,
Sinto-me melhor em dar do que em receber,
Acho mesmo que somos todos uns tolos.
Porquê?
Acho sinceramente que o nosso prazer,
Ao dar em vez de receber,
Dura mais.
"O quê???"
"Jamais!!!"
Podem pensar alguns...
Espero não ser o único a pensar assim,
Porque para mim,
O prazer que advém do receber,
É curto e por vezes momentâneo,
Enquanto que o dar,
"Parece" que nos preenche em todo tamanho.
Ver aquele sorriso de satisfação,
Aquela lágrima de felicidade,
Uma parte do nosso coração...
É intemporal este dom.
Mas vá...receber também é bom!
Não faças aos outros aquilo que não gostas que façam a ti.
E que razão ela tinha...
O contrário é igualmente verdade,
Gosto de fazer aos outros aquilo que gosto que façam por mim.
Fazê-lo honestamente e com seriedade.
Eu sinto-me bem com o bem dos outros,
Sinto-me melhor em dar do que em receber,
Acho mesmo que somos todos uns tolos.
Porquê?
Acho sinceramente que o nosso prazer,
Ao dar em vez de receber,
Dura mais.
"O quê???"
"Jamais!!!"
Podem pensar alguns...
Espero não ser o único a pensar assim,
Porque para mim,
O prazer que advém do receber,
É curto e por vezes momentâneo,
Enquanto que o dar,
"Parece" que nos preenche em todo tamanho.
Ver aquele sorriso de satisfação,
Aquela lágrima de felicidade,
Uma parte do nosso coração...
É intemporal este dom.
Mas vá...receber também é bom!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Noites longas
Enquanto olhava a água da chuva
Descer elegantemente a estrada,
Pensava que a noite terminara.
O meu corpo ía reagindo lentamente,
O meu pensamento divagava,
O frio já falava.
Estava dormente.
As horas passavam devagar
Eles diziam "só mais uma".
"Não posso continuar"
Pensei.
Hey!!!
Chamaram-me.
Movi mecanicamente o corpo até ali,
Até...até...
Até que te vi.
Estavas na mesma,
Linda!
O teu olhar fintava-me,
Mas eu sabia
Eu sabia que tu sabias.
E era verdade.
Disseste-me para não olhar para ti
Eu fingi...
Disse que não te olhava...
Menti...
Chegada a hora
Despedi-me,
Fui embora.
Para um lugar estranho,
Com pessoas estranhas,
Não sou de lá...
Ou talvez seja...
Estou confuso...
A minha cabeça lateja!
O meu andar torna-se obtuso...
Venho-me embora,
Outra vez...
Mas desta vez,
Para casa.
Não a minha, a nossa.
Descer elegantemente a estrada,
Pensava que a noite terminara.
O meu corpo ía reagindo lentamente,
O meu pensamento divagava,
O frio já falava.
Estava dormente.
As horas passavam devagar
Eles diziam "só mais uma".
"Não posso continuar"
Pensei.
Hey!!!
Chamaram-me.
Movi mecanicamente o corpo até ali,
Até...até...
Até que te vi.
Estavas na mesma,
Linda!
O teu olhar fintava-me,
Mas eu sabia
Eu sabia que tu sabias.
E era verdade.
Disseste-me para não olhar para ti
Eu fingi...
Disse que não te olhava...
Menti...
Chegada a hora
Despedi-me,
Fui embora.
Para um lugar estranho,
Com pessoas estranhas,
Não sou de lá...
Ou talvez seja...
Estou confuso...
A minha cabeça lateja!
O meu andar torna-se obtuso...
Venho-me embora,
Outra vez...
Mas desta vez,
Para casa.
Não a minha, a nossa.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Quem precisa de telemóvel?
Queres ir?
Vai!
Vai andando que já vou lá ter contigo.
Segue sempre em frente pela rua do vizinho,
Depois encontras aquele sinal STOP que está virado ao contrário
E vais pela rua do vigário.
Andas uns 100 metros até à fonte da vila
E aí o melhor é perguntares o resto do caminho no café Reguila.
Perguntas ao senhor zé
Onde é.
Ele vai oferecer-te um copinho
Sim, de vinho.
Aceita, mas não bebas muito
Acompanha com queijo e presunto.
Joga uma cartada com os velhotes ou um dominó
E aprecia a rapidez da senhora Maria a fazer tricot.
Ah cuidado com o Manuel Joaquim, ele faz batota
Não é esse...!É aquele que tem uma mota.
Amarela.
Quando espreitares à janela
E vires o povo a vir da terra
Põe-te a caminho.
Ah, quando chegares manda-me um toque...
Vai!
Vai andando que já vou lá ter contigo.
Segue sempre em frente pela rua do vizinho,
Depois encontras aquele sinal STOP que está virado ao contrário
E vais pela rua do vigário.
Andas uns 100 metros até à fonte da vila
E aí o melhor é perguntares o resto do caminho no café Reguila.
Perguntas ao senhor zé
Onde é.
Ele vai oferecer-te um copinho
Sim, de vinho.
Aceita, mas não bebas muito
Acompanha com queijo e presunto.
Joga uma cartada com os velhotes ou um dominó
E aprecia a rapidez da senhora Maria a fazer tricot.
Ah cuidado com o Manuel Joaquim, ele faz batota
Não é esse...!É aquele que tem uma mota.
Amarela.
Quando espreitares à janela
E vires o povo a vir da terra
Põe-te a caminho.
Ah, quando chegares manda-me um toque...
Até qualquer dia...
Não!
Não vás já embora...
Espera que te diga só mais uma vez
Como as tardes passadas contigo na praia
Eram mágicas para mim,
Como o teu sorriso invadia as manhas quentes de verão,
Comer o pão quente e o café com leite ao pequeno almoço...
Não...espera mais um pouco...!!
Acordar com os motores de rega e descer as escadas
E saber que estavas lá...
Que gostavas de me ouvir, de me ouvir sonhar.
Espera...!!!Estou a terminar...
Que és especial para mim
E que vou recordar aqueles poucos dias de verão,
Dias que esperava ansiosamente por ti, por vocês.
Estás aí...?
Onde estás...?
Para onde foste...?
Só queria dizer-te até qualquer dia...
Despedir-me de ti, não até ao próximo verão...
Até à próxima vida.
Adeus!
Then I close my eyes - David Gilmour
Não vás já embora...
Espera que te diga só mais uma vez
Como as tardes passadas contigo na praia
Eram mágicas para mim,
Como o teu sorriso invadia as manhas quentes de verão,
Comer o pão quente e o café com leite ao pequeno almoço...
Não...espera mais um pouco...!!
Acordar com os motores de rega e descer as escadas
E saber que estavas lá...
Que gostavas de me ouvir, de me ouvir sonhar.
Espera...!!!Estou a terminar...
Que és especial para mim
E que vou recordar aqueles poucos dias de verão,
Dias que esperava ansiosamente por ti, por vocês.
Estás aí...?
Onde estás...?
Para onde foste...?
Só queria dizer-te até qualquer dia...
Despedir-me de ti, não até ao próximo verão...
Até à próxima vida.
Adeus!
Then I close my eyes - David Gilmour
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