Aqueles sensores de luz nas casas de banho que apagam a meio de uma mija(na melhor das hipóteses) e que nos obrigam a abanar um dos braços ou até mesmo os dois(dependendo da pontaria) em direcção ao sensor como se ele fosse o nosso melhor amigo e o estivéssemos a chamar.
Estacionamentos para ambulâncias quando na verdade elas nunca estacionam porque ficam em segunda fila.
Cafés ou bares teimosamente construídos nas praias,tão perto da água que todos os anos no Inverno é o surpreendente(?) "Ai jasus!!" e que com o aparelho próprio se pode pescar da esplanada,mas o que interessa é a vista lindíssima no Verão sobre as ratazanas mortas a boiar junto à areia.
Pessoas que insistem em comer saladas em restaurantes e bares e que depois chegam a casa e mamam duas sandes com hamburguer(de soja!!) com uma uma fatia de queijo(magro!!) e três iogurtes daqueles para cagar,que na televisão diz que é para desinchar,com uma pitada de açúcar.
Prostitutas que insistem em dizer que estudam análises clínicas na Atlântica,quando é o primeiro curso que aparece na publicidade à Atlântica no comboio da linha.
Padeiros fora de horas que nunca têm troco e só aceitam dinheiro "certo",se ficarem com uns cêntimos a mais não faz mal,eu acredito que eles também estejam a ajudar a madeira.
Canções tão más no festival da canção que quase desejaríamos ver a Fé dos Homens na 2.
Mitras que insistem em escrever fodasse em vez de foda-se e piça em vez de pissa.
Blogs com posts a dizer "hoje acordei contente" ou "a chuva deprime-me" ou "sinto-me mal da barriga",etc...que é feito daqueles diários com um cadeado???
Pessoas que metem frases no Facebook com conteúdo estupidamente privado.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Siga la Vaca
Cenário:Restaurante italiano algures na rua da Estefânia,com uma estranha cumplicidade argentina,acompanhado de um grupo de pessoas desconhecidas e a namorada.
Eu-Acho que vou pedir uns bifes grelhados com batata frita e arroz.
Ela-Já que estás num restaurante italiano experimenta algo diferente.
Eu(pensamento)-Ok,vou passar fome de cão!!
Eu-Ok amor,tens razão...
Eu-Queria esparguete com gambas e alho(com o dedo a apontar para o sitio do prato na ementa,que vinha escrito em italiano em direcção à empregada...brasileira) por favor!
O prato chega e as gambas eram aqueles camarões pequeninos que se vendem congelados no Pingo Doce a 2€/kg,eram uma meia dúzia espalhados pelo prato e o esparguete em quantidade não tinha mais que 100 gramas.Mas o prato,esse,era enorme e nas bordas vinha enfeitado com queijo ralado e alfazema.
Pânico,pânico,pânico!!!
Comi estupidamente devagar para fazer render o peixe(os camarõezitos vá...) e para não ser o primeiro do grupo a terminar.Limpei os beiços mais de 15 vezes...
Eu(voz baixa e escandalizada)-Isto era pouco comer para uma pessoa não achas??
Ela-Eu se comesse isso ficava bem...mas toma lá o resto do meu que já não tenho mais fome.
Eu-Ok...
Nota:Não vás a restaurantes Chiques se não estiveres preparado para passar fome!
Eu-Acho que vou pedir uns bifes grelhados com batata frita e arroz.
Ela-Já que estás num restaurante italiano experimenta algo diferente.
Eu(pensamento)-Ok,vou passar fome de cão!!
Eu-Ok amor,tens razão...
Eu-Queria esparguete com gambas e alho(com o dedo a apontar para o sitio do prato na ementa,que vinha escrito em italiano em direcção à empregada...brasileira) por favor!
O prato chega e as gambas eram aqueles camarões pequeninos que se vendem congelados no Pingo Doce a 2€/kg,eram uma meia dúzia espalhados pelo prato e o esparguete em quantidade não tinha mais que 100 gramas.Mas o prato,esse,era enorme e nas bordas vinha enfeitado com queijo ralado e alfazema.
Pânico,pânico,pânico!!!
Comi estupidamente devagar para fazer render o peixe(os camarõezitos vá...) e para não ser o primeiro do grupo a terminar.Limpei os beiços mais de 15 vezes...
Eu(voz baixa e escandalizada)-Isto era pouco comer para uma pessoa não achas??
Ela-Eu se comesse isso ficava bem...mas toma lá o resto do meu que já não tenho mais fome.
Eu-Ok...
Nota:Não vás a restaurantes Chiques se não estiveres preparado para passar fome!
Cenário:Chat no Facebook com conhecido do liceu que já não vejo há uns anos e que sempre teve necessidade de existir.
Ele-Olá JT tudo bem?
Eu-Oi J tás bom?
Ele-Mais ou menos!E tu?
Eu-Comigo está tudo óptimo!!
...
...
...
J está offline!!
Nota:Não faças uma conversa se não estás preparado para o que vais ouvir!!
Ele-Olá JT tudo bem?
Eu-Oi J tás bom?
Ele-Mais ou menos!E tu?
Eu-Comigo está tudo óptimo!!
...
...
...
J está offline!!
Nota:Não faças uma conversa se não estás preparado para o que vais ouvir!!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Dias serão dias
No começo havia a sensação da descoberta,
Havia a certeza de que o novo caminho era incerto.
Fazia previsões malucas acerca do desconhecido
E imaginava novas aventuras.
Despedi-me,
Com uma lágrima no canto do olho.
E vim.
Tropecei em noites e dias sem fim,
Em momentos que não quero esquecer.
Transportei bagagem que arrumo dentro de mim,
E que continuará escrita no meu chão.
O caminho que não leva a a lado nenhum,
Não existe.
Conquista-se sempre algo em cada cabeçada dada.
Atravessamos os túneis desconhecidos,
Com medo.
Guardamos por vezes as palavras
Que fazem de nós um segredo.
Mas também partilhamos a mesma luz,
O mesmo saber.
E juntos ali,na luz
Vamos continuar sempre a crescer.
Havia a certeza de que o novo caminho era incerto.
Fazia previsões malucas acerca do desconhecido
E imaginava novas aventuras.
Despedi-me,
Com uma lágrima no canto do olho.
E vim.
Tropecei em noites e dias sem fim,
Em momentos que não quero esquecer.
Transportei bagagem que arrumo dentro de mim,
E que continuará escrita no meu chão.
O caminho que não leva a a lado nenhum,
Não existe.
Conquista-se sempre algo em cada cabeçada dada.
Atravessamos os túneis desconhecidos,
Com medo.
Guardamos por vezes as palavras
Que fazem de nós um segredo.
Mas também partilhamos a mesma luz,
O mesmo saber.
E juntos ali,na luz
Vamos continuar sempre a crescer.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Residência parte VI
Depois de todo aquele sofrimento na época de exames,daqueles dias passados a assimilar matéria,sim assimilar,há balanços positivos,há balanços negativos e há balanços que estão para além dos balanços negativos.
Quando me refiro ao balanço positivo quero dizer que mais de metade das cadeiras que estavam por fazer foram feitas(mais de metade é muito bom por estas bandas...).Para alcançar este resultado são necessárias algumas noitadas previamente planeadas,acompanhadas de um etilismo controlado por um pão com chouriço,uma fatia de pizza e um caldo verde,algumas horas de volta de uns cadernos,de volta sim,a olha-los com ódio mortal e a sentir uma culpa aterradora por não os conseguir abrir,e umas preces a todos os Deuses impossíveis e inexistentes.Ah...e algum estudo...já me esquecia...!
Para alcançar um balanço negativo é primeiramente necessário acreditar que o mundo está todo contra nós e que as notas merdosas que tiramos em frequência são o resultado dessa perseguição e não por falta de estudo.
É necessário perceber que há cadeiras que se fazem bem(são cagada vá...) e há cadeiras que pura e simplesmente só se fazem lá mesmo no finalzinho do curso...mas atenção!!!A culpa é (sempre) dos profs...sacanas...(we don't need no education*)
*sou um malandro quase alcoólico que já devia estar a vergar a mola nas obras há muito tempo....turutututu...
Para se alcançar a proeza de um balanço extremamente negativo é necessário não fazer qualquer tipo de cadeira em 6 meses de aulas e 1 mês de exames(com duas fases!!!)
Neste estádio há uma forma de pensar tão despreocupada de levar a vida que é mesmo crucial que se faça uma forcinha para tentar perceber o fenómeno.
Mas vá nem tudo é mau,o segundo semestre está a começar e consigo traz péssimas expectativas,isto porque há cadeiras ainda mais difíceis,há cada vez mais álcool por essas tabernas...em Santos vá...e os horários permitem várias noitadas por semana.
Portanto como se prevê vai ser um semestre complicado com todas as suas peripécias que com toda a certeza vão ser documentadas aqui.
A todos os alunos(não estudantes)...BOA SORTE!!!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Fiéis amigas
As árvores correm o tempo,
Arranham os céus e perfuram a terra,
Passam gerações inteiras
E elas ali imponentes
Com braços abertos, sempre abertos
Prontos a receber.
A sua sombra descansa e adormece
À luz do sol do meio dia
As almas puras e exaustas,
Ou simplesmente os corações apaixonados
Que cicatrizam os seus nomes
No tronco grosso.
À noite, os pássaros voltam para ela,
Refugiam-se nas suas cavidades
De papo cheio e de bico calado
À espera de um novo dia,
De um novo sol quente no céu...
A vida continua!
Nota:Este poema foi escrito há cerca de 5 anos.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Morte ao sol
Ele sentiu o cano frio,metálico na têmpora.Era uma arma.Por momentos pensou ouvir o disparo que nunca mais chegava e à medida que a vida lhe passava na mente como um relâmpago,o seu corpo ficava tenso e frio.Só se lembrava do bem e do mal que tinha feito,arrependeu-se do mal que fez e chorou,lembrou os bons momentos e chorou ainda mais.As lágrimas caiam nas suas pernas cruzadas como uma chuvada violenta.Não disse uma palavra.Abriu os olhos e vislumbrou o mar ao fundo,onde terminava a erva verde da falésia.Levantou o olhar e viu o sol bojudo no céu sem nuvens.
A arma ainda estava apontada,mas já estava quente.
Corria-lhe na testa um suor frio.Fechou os olhos e chorou imóvel,como uma criança.Só ouvia as ondas rebentar lá longe na falésia e sentia a brisa marítima invadir-lhe a face.
Ouviu um estrondo seco e muito rápido.A arma tinha disparado.
Um gesto mecânico do seu indicador premiu o gatilho.Sentiu-se sereno,sem dor,leve.Ouvia agora o mar mais distante de si como um eco distorcido.Já não havia arrependimento,já não havia bem nem mal,já não havia tempo nem espaço.
Passados uns minutos deixou de ouvir o mar.
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